quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pense, critique, decida!

Bebê (marcas)


"O conceito de moda apareceu no final da Idade Média (século 15) e princípio da Renascença, na corte de Borgonha (atualmente parte da França), com o desenvolvimento das cidades e a organização da vida das cortes. A aproximação das pessoas na área urbana levou ao desejo de imitar: enriquecidos pelo comércio, os burgueses passaram a copiar as roupas dos nobres. Ao tentarem variar suas roupas para diferenciar-se dos burgueses, os nobres fizeram funcionar a engrenagem — os burgueses copiavam, os nobres inventavam algo novo, e assim por diante." (Folha). 

Hoje tento compor aqui algo relativo a moda. Depois de ler o noticiário da manhã, ler meus emails e dar uma "zapeada" na rede, me veio o desejo de falar sobre o tema. Você tenta seguir ou faz moda? Ah, esqueci de dizer, o texto não se restringe a moda no sentido de "vestir".  "A palavra "moda" vem do latim modus, significando "modo", "maneira". Em inglês, moda é fashion, corruptela da palavra francesa façon, que também quer dizer "modo", "maneira"." Portanto um assunto abrangente. Quem deseja seguir as tendências da moda, precisa estar atento, informado e bem estabelecido. Digamos que você queira ter o celular mais moderno; a indústria sempre oferecera um melhor a cada mês. Carro: existe uma infinidade de fabricantes; modelos nem se fala. O marketing trabalha fortemente para lhe dizer o que você deve consumir.
 Porém a coisa se complica quando a moda dita o que as pessoas devem pensar e como devem agir. Por exemplo, hoje esta na moda falar em descriminalização das drogas, quem levanta essa bandeira é considerado "cool", antenado e por ai vai.
 O ex-presidente FHC, sociólogo e pensador esta em campanha, já tem um documentário (Quebrando o Tabu, dirigido por Fernando Grostein Andrade), e fala abertamente mundo a fora sobre o assunto. Acredito que FHC tenha credenciais para discutir sobre o tema, mas vejo pessoas totalmente leigas, formadores de opinião, dando declarações contra ou a favor, sem nenhum conhecimento de causa. Com isso trazem um retrocesso ao debate.
 Notório é que a guerra as drogas não deu certo, mas dai a simplesmente legalizar, não creio ser o melhor caminho. 
Confesso que toda vez que ouço um especialista contra ou a favor da descriminalização fico tentado a abraçar a causa daquele que acabo de ouvir. Os argumentos são fortes. 
Outro assunto que esta em voga é a questão do homossexualismo, por ser um assunto "midiático" tem se ouvido muita besteira de todos os lados. Não sou contra as lutas pelos direitos das minorias, sejam elas quais forem, mas, para emitir uma opinião, faz-se necessário no mínimo conhecimento e estudo de causa.
 Usar um estilo de roupa, porque fica legal em outra pessoa, é até aceitável, mas, abdicar do seu direito de pensar e criticar porque esta ou aquela pessoa disse que é certo ou errado é no mínimo comodismo e pode atrofiar seu cérebro.

Luciano Nunes assunção