segunda-feira, 29 de julho de 2013

Uma pessoa de caráter.

Hoje a caminho do trabalho, realizando o meu ofício primordial de observador, me peguei a ter aversão ao público. O que para alguém que esteja buscando algo de sublime em toda a multiplicidade universal é uma ideia que deve ser abolida, não sem antes uma reflexão.
Um dos meus filósofos preferidos e que aconselho todos a busca-lo é Ralph Waldo Emerson. Em sua obra "Caráter" ele expõe a alegria e a felicidade que é encontrar uma pessoa de caráter, alguém que o autor equipara aos deuses. 
Bem, voltando ao assunto deste post e o motivo com o qual me aborreci com as pessoas, foi o fato de elas estarem sempre esperando a ação do poder público, vivendo assim desleixadamente, principalmente quando se trata do lixo.
É praticamente impossível caminhar em um local onde o fluxo de pessoas é grande e não se deparar com uma quantidade enorme de lixo jogada, seja onde for. (Apenas uma exceção vale ressaltar aqui; o metrô de São Paulo).
O filósofo acima citado prega que as pessoas deveriam praticar apenas a virtude, nada mais. Assim o convívio seria perfeitamente harmonioso, tanto entre as pessoas como com as leis universais.
Até quando ficaremos a espera de que o governo, a igreja, seja lá quem for faça nossa parte? Precisamos mudar nossas atitudes corriqueiras para só assim almejarmos mudanças maiores. Não tem como pular etapas, o povo precisa entender que toda mudança emana dele.
Os governos e as instituições em geral só mudarão quando sentirem que não podem mais agir como sempre agiram com pessoas que mudaram seu modo de pensar e agir.
Quanto a limpeza que se vê no Metrô de São Paulo, ela se deve porque as pessoas tomaram consciência de que aquele ambiente deve ser limpo, não porque existam funcionários limpando a todo momento.
A limpeza e a organização são atitudes de um povo que deseja prosperar, que deseja uma sociedade civilizada deve começar por estes princípios.