sexta-feira, 9 de julho de 2010

As Diferenças Que Nos Unem. Por @Carolformigoni

As diferenças que nos unem... Li o título do post na quinta-feira a tarde mesmo. Mas não o li naquele instante. Voltei ao post nesta madrugada por volta das três horas da manhã. 
Foi bom eu não ter lido no momento em você pediu para que eu o fizesse. 
Não consigo acreditar em coincidências, penso que o universo trama suas armadilhas e nos prega algumas peças, somos posicionados estrategicamente no tabuleiro da vida. 
Da leitura de suas palavras, de seu desabafo, me chamou atenção, não por acaso, o título. Recordei imediatamente do clichê “os opostos se atraem”. Quero acrescentar que adoro usar as frases consideradas como tal. 
Não pude comentar o post logo que o li porque os questionamentos sobre esta atração deixaram minha alma em ebulição. 
Os opostos se atraírem é fato, a pergunta é: Por que os opostos se atraem?
Minha resposta, com mais um clichê, é “cada caso é um caso”. Mesmo porque depois que escrevemos as palavras e seus sentidos não nos pertencem mais, mas sim aos nossos leitores, que as sentirão das mais diversas formar possíveis (e inimagináveis).
Agora, prefiro me ater ao caso “atração romântica ou erótica”. 
Penso na força do magnetismo que há no olhar de nosso extremo oposto. 
Que força é essa que nos faz esquecer de todas as regras e condutas morais e sociais às quais nos apegamos na vã tentativa de nos salvarmos do naufrágio de nossas certezas? 
O homem na ânsia da busca por todas às respostas às suas perguntas tenta desvendar o mistério. Psicólogos, sociólogos, neurologistas, geneticistas, e guias espirituais criam suas teses e fórmulas com as suas supostas explicações. 
Algumas com bastante lógica e fundamento, capazes até de satisfazerem, pelo menos um pouco, do nosso infinito desejo por respostas.
Porém ninguém ainda explicou, de forma prática, como resistir a este magnetismo de grandeza abissal. 
Enquanto busco por esta resposta que me seria de grande valia, aliás, de grande valia para toda humanidade, sigo meu caminho, passiva, sucumbindo às diferenças que nos unem.