quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Rumos, Máscaras e Bagagens.


Hoje ao ler o texto do Leandro sobre mudanças de direção, como de costume fui fazer meu comentário, notei que ele poderia se transformar em um Post. Aí esta ele: Sempre tive problemas com mudanças, apesar de saber que ela se faz necessária nunca lidei bem com isso. Corrigir rumos e importante para sairmos do lugar comum, sair da mediocridade (da média). A maioria de nós passará pela vida e nunca terá seu nome publicado em uma revista de celebridades, ou numa publicação científica, isto é fato. Mas mesmo assim, acredito que todos sonhamos em realizar algo em nossa existência para que as pessoas se lembrem da nossa passagem por aqui. Se não conseguirmos realizar algo digno de notoriedade, ao menos em nossa família, grupo de amigos, na empresa ou em nossa igreja queremos ser notados, isso é inerente ao ser humano. Por isso, se faz necessário corrigir rumos, arriscar, correr riscos, ao menos tentar.

Quanto as máscaras, me vem a cabeça a necessidade que temos de representar para sermos aceitos, são poucas as vezes em nossas vidas que nos despimos delas. E as vezes usamos uma máscara por tanto tempo, que ela se confunde conosco, e quando tentamos tira-la passamos por um processo muito dolorido, pois ela de enraizou em nosso ser. As máscaras são usadas normalmente para esconder nossos defeitos, erros, falhas, fraquezas e medos, pois em nossa sociedade não é permitido ser fracassado, todos devem ser campeões em tudo, hoje em dia não é permitido nem ao menos ficar triste, isso demonstra fraqueza, e para isso existem as compras,as baladas, as bebidas e em casos mais duradouros os psicólogos e os antidepressivos. Isso é mais uma mentira que a sociedade de consumo nos vendeu, o ser humano tem seus altos e baixos e precisa desses momentos de introspeção.


Quando o assunto e esvaziar nossas bagagens, jogando fora aquilo que só nos atrapalha, nos cansa e nos impede de andar mais rápido, também não e fácil; pois nos acostumamos a carregar conosco tanta coisa desnecessária e acabamos por nos apegar a elas.
Quem não passou pela dificuldade de jogar ou separar para doação aquela camiseta velha ou aquele tênis que já não usa mais? 
E o mesmo que acontece com nossos costumes, vícios e manias; estamos tão acostumados a eles que não sentimos desejo de nos despojarmos deles. As vezes estamos em um relacionamento totalmente sem sentido, mas temos medo de sair dele pelo comodismo que nos proporciona, o mesmo ocorre com empregos medíocres, nossa vida espiritual e até mesmo nosso corpo. O que escrevi aqui são reflexões que me vieram a cabeça depois de ler o texto do Leandro, sei que preciso corrigir rumos em minha vida, me despir de algumas máscaras que tenho usado ao longo dos anos e me despojar de várias bagagens que tenho carregado durante minha vida, bagagens que me fazem percorrer meus caminhos cansado e lento. Sei que não é fácil, mas estou tentando me livrar desses empecilhos, tente você também...

Música pra acompanhar a leitura: http://www.youtube.com/watch?v=W4-G-itMgjI

Blog do Leandro: http://lehoficial.blogspot.com/
Twitter do Leandro: @Lehsleite