segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Cinco Anos Para Mudar Sua Vida

Construa sua própria estrada e seja mais feliz!
Por Sergio Buaiz

Quantos anos você tem? Há quanto tempo você trabalha, nem sempre fazendo o que gosta? Está feliz assim? Plenamente feliz?

Responda diante do espelho.

Cada pessoa vem ao mundo com uma missão maravilhosa a cumprir, mas poucas descobrem isso a tempo. A maioria segue sendo empurrada pelas tarefas do dia a dia, até que as pernas cansam, os olhos nublam e...

Por que isso acontece? Por que há tanta gente chateada, recebendo menos do que tem direito? Por que a vida parece tão injusta para a maioria, enquanto alguns poucos gozam como reis?

Diferenças sociais, culturais, falta de oportunidade... será que é mesmo isso? Ou melhor, será que é SÓ isso?

O mito do berço e da sorte

As condições podem ser diferentes no início de nossas vidas, mas estamos cheios de exemplos de pessoas que vencem condições adversas e hoje contam histórias de sucesso. Da mesma forma, conhecemos muita gente inteligente, capacitada e trabalhadora, penando para sobreviver...

Será que o sucesso é realmente definido pelo berço ou pela sorte?

Não seja tão ingênuo. Olhe para qualquer pessoa bem-sucedida e veja a sua história de luta. Não estou falando de ricos herdeiros, mas daqueles que desbravam novas terras. Estou falando de empresários, artistas, empreendedores e líderes: pessoas que suam a camisa por muitos anos antes de alcançarem o posto que almejam.

  • Será que é preciso treino e dedicação para se tornar um Ronaldinho, Guga ou Ayrton Senna? Quanto treino? Quantas horas por dia? Por quantos anos?

  • Será que o Sílvio Santos teve as condições ideais quando começou? Será que ele tinha sábados, domingos e noites livres para se divertir, antes de construir seu império?

  • Por quanto tempo Gilberto Gil, Tom Jobim ou Marisa Monte tiveram que estudar música para chegarem ao nível de produção sofisticada que alcançaram? Quantas noites sem dormir, compondo e na estrada?

Exceções existem, mas a regra é clara: visão, determinação e consistência. Pessoas de sucesso estudaram muito e abdicaram do lazer por vários anos antes de se tornarem o que são. Elas superam provações que talvez a maioria não conseguisse suportar. Reconhecer isso é o primeiro passo para vencer também.

Vencedores não perdem tempo descansando antes da hora. Tudo é planejado até que ultrapassem a linha de chegada. Elas não se dão desculpas, têm suas prioridades muito claras, mantêm o ritmo apesar dos obstáculos e criam escudos para ir à luta.

A paixão que move montanhas

Um traço de caráter que você vai encontrar em todas essas pessoas é um profundo amor pelo que fazem. Elas entendem claramente sua missão e não desistem jamais.

Para chegar a esse grau de comprometimento, só há um meio: descobrir sua verdadeira vocação e focalizar toda a sua energia em um alvo lá na frente. A partir daí, não importam as dores, renúncias ou críticas. Erros e atrasos podem acontecer, desde que a bússola continue apontada para a direção correta.

Se você abandona sua vocação por medo, pela opinião dos outros ou pelas condições impostas pela vida, fique atento: você pode mudar isso a partir de hoje. A maioria das pessoas vive pela metade porque não sente paixão pelo que faz — e, por isso, valoriza demais o tempo de descanso para esquecer que desistiu de sonhar.

Por outro lado, pessoas que investem tempo no que toca o coração têm um brilho diferente nos olhos. Quando toda a sua energia é alinhada com a missão pessoal, você se torna capaz de realizar o que parecia improvável.

A crença inabalável

Grandes vencedores recebem críticas no caminho. É practically impossível chegar ao topo sem levar pelo menos uma porta na cara e ser chamado de "louco".

De modo geral, familiares e amigos sentem dificuldade em realizar grandes renúncias porque não conseguem enxergar um objetivo a longo prazo. Por outro lado, as pessoas de sucesso sabem exatamente onde querem chegar:

  • A dor de desviar a rota é maior do que renunciar a um prazer passageiro.

  • Qualquer renúncia agora será compensada futuramente por um prazer intenso de realização.

Essa crença inabalável muitas vezes é confundida com fanatismo, mas é apenas concentração de energia: enquanto o fanático acredita e espera que as coisas aconteçam, o vencedor acredita e faz as coisas acontecerem.

O vencedor vive sorridente e realiza suas tarefas com intensidade justamente porque acredita nos seus sonhos. Isso, por si só, melhora relacionamentos, aumenta a produtividade e aproxima as conquistas. Enquanto a maioria leva a vida em círculos, os determinados seguem velozmente em linha reta.

O pacto com a própria sorte

Ao contrário da maioria, que espera por milagres ou prêmios que raramente caem do céu, as pessoas de sucesso preferem investir seu tempo construindo uma estrada que as leve até os seus objetivos.

Não importa o tempo ou as interferências externas: o vencedor sabe que só precisa construir um pouco a cada dia. A estrada pode levar anos ou décadas, mas é possível medir sua evolução. Elas progridem sempre.

Uma vez definido o que você quer, basta caminhar em linha reta. Se tiver obstáculos: pule, desvie, derrube... mas jamais perca a direção dos seus sonhos!

Se você tiver esse comprometimento por um prazo de dois a cinco anos, dedicando parte do seu tempo livre a construir a própria estrada, tenho certeza de que vai ser mais feliz.

Em cinco anos, você terá uma surpresa...

Se esse texto fez sentido para você, compartilhe com alguém que também está construindo a própria estrada!

O Desejo de Felicidade: destrua-o

Osho

Isso parece muito melancólico, triste, negativo. Não é. Quanto mais você desejar conforto, mais desconforto estará criando para si mesmo, porque o desconforto é proporcional ao desejo de conforto.

Quanto mais você procurar felicidade, tanto mais sofrerá. O sofrimento é uma sombra. Quanto maior o desejo de felicidade, maior será a sua sombra. Procure a felicidade e você nunca a obterá. Somente sentirá frustração. Por que? Porque há apenas um modo de ser feliz, que é ser feliz aqui, agora. A felicidade não é um resultado. É um modo de vida.

A felicidade não é o resultado final do desejo. É uma atitude, não um desejo. Você pode ser feliz aqui e agora se souber como ser feliz, mas você nunca será feliz se não souber como ser feliz e continuar desejando a ser feliz. A felicidade é uma arte. É um modo de vida.

Neste exato momento, se você puder permanecer calado e consciente da vida ao seu redor e no seu interior, você será feliz. Os pássaros estão cantando, o vento está soprando. As árvores estão felizes, o céu está feliz, todas as coisas existentes estão felizes, exceto você. A existência é felicidade, é uma celebração eterna, uma festividade. Olhe para a existência! Cada árvore está em festa, cada pássaro está em festa. Exceto o homem, tudo está em festa. Toda a existência é um festival, um constante e contínuo festival. Nenhuma tristeza, nenhuma morte, nenhuma miséria existe em lugar nenhum, a não ser na mente humana. Algo está errado com a mente humana, não com a existência. Algo está errado com você, não com a situação.

Por que o homem é infeliz? Nenhum animal é tão infeliz, nenhum pássaro é tão infeliz, nenhum peixe é tão infeliz quanto o homem. Por que o homem é tão infeliz? Porque o homem deseja a felicidade, mas os pássaros estão felizes neste exato momento; as árvores estão felizes neste exato momento. O homem deseja a felicidade; ele nunca está feliz aqui e agora. Ele sempre deseja a felicidade e continua a perdê-la. A felicidade está aqui. Ela está acontecendo ao seu redor. Permita que ela entre em você.

Faça parte da existência. Não se mova para o futuro. A existência nunca se move para o futuro; apenas a mente se move.

É a isso que chamo meditação: estar aqui, sem se mover para o futuro. Não seja ambicioso, destrua todo desejo pela vida, não deseje a felicidade, e então você será feliz e ninguém poderá destruir a sua felicidade. Ser-lhe-á impossível ser infeliz. Então você será imortal e a vida eterna terá acontecido. Na verdade, ela já aconteceu, mas você não está consciente dela. Então você estará realizado. Sem ambição, você estará realizado.

Você é único. Tudo, toda experiência máxima que é possível a alguém também é possível a você; mas acontecerá de um modo único. Aconteceu a Buda, a Jesus, a Zaratustra, e acontecerá a você também. Mas nunca acontece do mesmo modo. Não acontecerá a você do mesmo modo que aconteceu a Buda. Não lhe acontecerá assim como aconteceu a Jesus. Acontecerá a você de um modo único, individual. Quando acontecer a você, será absolutamente nova. A essência da experiência será a mesma - a mesma bem-aventurança, o mesmo silêncio, a mesma iluminação - mas na periferia tudo será diferente.

Portanto, não imite ninguém. Isso faz parte da ambição. Não imite Buda, não imite Jesus. Tente ser você mesmo. Ou melhor: seja você mesmo, pois tentar ainda é fútil. Quando você é você mesmo, está aberto a todas as responsabilidades. Quando você é você mesmo, toda a existência começa a ajudá-lo. Você não briga com ela.

Quando você não está em luta... É isso o que significa confiar. Quando você não está em luta, a existência acontece a você. Se você está lutando com a existência, está simplesmente se destruindo, destruindo suas possibilidades, sua energia, sua vida, sua existência. Não lute! Entregue-se à existência. Aceite a si mesmo, do modo que o todo quer que você seja; não tente ser outra coisa, e a iluminação pode acontecer a qualquer momento. Pode acontecer neste exato momento; não é preciso esperar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Oração

''Eu oro amando, porque meu Deus é teu Deus... porque Ele mora em mim e em ti, porque O vejo ao meu redor, em cada pedacinho do existir.
Eu oro amando, porque posso assim tocar o meu Deus, que mora em cada ser, e eu gosto de sentir Seu calor...
Eu oro amando, assim mesmo, sem palavras, sem cartilha. Foi o vento que me ensinou, o sol que me exortou, o canto do pássaro que me doutrinou...
Eu oro, amando, porque é assim que a criança pequena entende, o bicho entende, o iletrado entende, o universo todo entende... e Deus entende...que o homem complica, rebusca, inventa, aprisiona, institucionaliza tudo...porque tem um medo danado, de parecer comum...
De estar simplesmente certo...
De que realmente, seja só o amor que importa...''
(Giovanna Stadnicki)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Mão Invisível


Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove. Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo.

(Livro: A Riqueza das Nações)
Adam Smith

terça-feira, 28 de julho de 2015

Saudades é o Amor que Fica

Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos
de atuação profissional, com toda vivencia e experiência
que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que
cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos
meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer.
Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que,
pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes
de ir muito mais além.
Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima,
e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram
para nos confortar.
No início da minha vida profissional, senti-me atraído
em tratar crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil.
Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças.
Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples
e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.
Nós, médicos, somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência
de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona,
que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e
a tentar ir sempre mais além.
Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e
prepotência, o que não é bom.
Quando perdemos um paciente, voltamos à planície,
experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe
e entendemos que não somos deuses.
Somos forçados a reconhecer nossos limites!
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco,
onde dei meus primeiros passos como profissional.
Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil,
e a me apaixonar pela oncopediatria.
Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes,
particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes
desta terrível doença que é o câncer.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar
ao ver o sofrimento destas crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos,
calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos.
Hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos
trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas, nunca vi meu anjo fraquejar.
Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro.
Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano!
Mas via confiança e determinação.
Ela entregava o bracinho à enfermeira, e
com uma lágrima nos olhos dizia:
- Faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo
sozinho no quarto. Perguntei pela mãe.
E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar
sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:-
-Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar
escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar
com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio.
Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem
seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que a morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama
dos nossos pais, e, no outro dia acordamos no nosso quarto,
em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam
dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?- perguntei.
-Vou explicar o que acontece, continuou ela:
Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto,
para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida!
Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar.
Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer.
Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que
o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança,
fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço,
perguntei ao meu anjo:
- E o que a saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição
melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra,
do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo
que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto
relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos.
Mas deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei,
por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci.
Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser
mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela
a quem chamo "meu anjo", que brilha e resplandece no céu.
Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições
que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existe saudades!
O amor que ficou é eterno!!!
(Rogério Brandão - Médico Oncologista clínico RC
Recife Boa Vista D4500 Cremepe 5758)