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domingo, 18 de setembro de 2011

Amigo Sabe Tudo


Sabe Tudo
 Recebi esse E-mail de um amigo e gostaria de compartilhar com os amigos que visitam o Blog.




  

Poucas pessoas são mais desagradáveis do que aquelas que acham que sabem tudo. Para tudo têm opinião e nada do que você lhes diz é novidade. O indivíduo é o sabichão, domina todas as áreas do conhecimento; enfim, é bom em tudo, desde pular amarelinha até física quântica. Discutir com ele? Nem pensar! É impossível; ele não se entrega. Todo mundo vê que ele está errado, menos ele. Conviver com gente assim não é fácil.
Eu tinha um amigo assim. Toda novidade que eu ia contar, ele já sabia. Ou ao menos dizia que sabia. Um dia, resolvi colocá-lo à prova sem ele saber, mas sem expô-lo, também. Falei que eu estava lendo um livro muito bom de um autor superfamoso. Ele me perguntou o nome do autor e eu, propositadamente, inventei um nome na hora. Ele me disse que tinha ouvido falar muito bem desse escritor, mas que ainda não havia tido a oportunidade de ler uma obra inteira dele, só lera algumas citações. Ri por dentro e confirmei: ele não sabe tudo, mas quer que todo mundo pense que sabe.
Esse tipo de pessoa é, na verdade, gente que ainda precisa de autoafirmação, que ainda pensa que as pessoas o valorizam por aquilo que ele tem ou conhece. Tive um professor na faculdade que dizia: “A ignorância é atrevida!” É isso mesmo; tem um montão de gente por aí falando tanta bobagem e não têm noção daquilo que estão falando. Uma pena!
Aprendi que não é errado não saber algo. O mundo do conhecimento é amplo demais. Nem que vivêssemos mil anos ou que fôssemos perfeitos e imortais, ainda assim a eternidade não seria tempo suficiente para aprender tudo. Então, que problema há com o bom e velho: “Eu não sei”? Simples: se você não sabe algo, reconheça e aprenda. Não é vergonha não saber; vergonha é não querer aprender.
Lembre-se de que o mais importante não é saber tudo, mas ser amigo de quem sabe! Deus sabe todas as coisas. Todos os segredos do Universo estão expostos aos Seus olhos. Ele criou tudo o que vemos, sentimos, ouvimos e cheiramos... Isso me traz uma tranquilidade muito grande. Não sou um sabe-tudo nem preciso ser. Meu Pai é, e sempre está disposto a me ajudar. E você é o sabe-tudo? Acho que não. Tenha um dia cheio de novas descobertas! Bom trabalho!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sobre a Humilhação

Humilhação
Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Martha Medeiros