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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Visão Total do Universo

Universo
Logo no início da Bíblia encontraremos a descrição de todo o processo da criação de nosso planeta até o momento da chegada de uma consciência, também denominada consciência adâmica. Este momento é datado em, aproximadamente, 5.773 anos atrás. A partir daí é contada a história da evolução de um grupo de homens, que não é mais formado apenas por macacos evoluídos. Um tipo de homem que passa a carregar uma nova qualidade de alma. E que provoca modificações expressivas no planeta. 

De fato, se pesquisarmos os registros históricos, veremos que a evolução individual e social que tivemos nos últimos cinco mil anos foi incomparavelmente maior do que a registrada nos cinquenta mil anos anteriores. Uma evolução que se dá como um espiral, e que se acelera. Somente nos últimos cem anos tivemos uma evolução mais significativa do que a dos mil anos anteriores. E é assim que chegamos hoje a uma etapa muito especial e peculiar do processo evolutivo. 

A leitura desta porção da Bíblia descreve o processo da chegada desta consciência ao planeta. É uma leitura bastante codificada e só pode ser compreendida com o aceno de conhecimento da cabala. Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva no jardim do Éden, encontramos duas diferentes árvores. Uma é chamada “árvore da penetração do bem e do mal” e a outra, “árvore da vida”. 

A árvore da penetração do bem e do mal representa a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, o mundo dos 1%, completamente separado do mundo dos outros 99%. Nesta qualidade de consciência, passamos a acreditar que a realidade física é diferente da realidade espiritual. Aí você diz: "No dia em que eu me realizar em minha vida material, vou me dedicar à vida espiritual". E acontece que este dia nunca chega, porque é impossível consolidar um mundo sem a percepção do outro. 

Já a segunda árvore, a árvore da vida, representa o mundo dos 100%, uma consciência que nos permite identificar o mundo físico como parte integrada a um todo muito maior.

Assim, quando estudamos a árvore da vida, podemos entender como somos alimentados pela luz, substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos. Mas precisamos lembrar que no longo caminho extra físico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. 

O mundo físico, do 1% aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é, portanto, onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina, passamos a achar que ele é tudo que existe. Desta forma, quando surgem os obstáculos e os enxergamos apenas pela ótica mais aparente, estamos vendo apenas a ponta final de todo o processo. 

Mas você não acha que fica muito difícil resolver um problema enxergando no máximo um décimo de sua totalidade? E é assim que surgem aqueles inúmeros problemas sem solução: 
♦ Nunca me realizei profissionalmente. 
♦ Jamais encontrei um amor verdadeiro. 
♦ Minha vida não tem qualquer propósito. 

Todas essas situações aparentemente sem solução são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente do 1%. 
Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos 100%, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com o qual NOS deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois vendo-se além do aparente torna-se possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

5 Coisas que você deve saber sobre o Zohar


1) Onde posso encontrar mais informações a respeito do Zohar?

Atualmente o Zohar não pode ser compreendido e assimilado diretamente, uma vez que requer conceitos iniciais de espiritualidade, antes que uma pessoa se dedique ao livro. O maior de todos os Cabalistas de nossos tempos Rabbi Yehuda Ashlad (Baal HaSulam), escreveu introduções ao Zohar precisamente para nos guiar no enfoque deste livro tão profundo, antes de começá-lo a estudar diretamente.

Estes artigos cultivam as qualidades espirituais de uma pessoa para perceber a realidade Superior. Além do mais, estes textos nos trazem conhecimento de como interpretar termos, frase e conceitos do Zohar, para maximizar seu uso como um guia para o crescimento espiritual, evitando perder-se em representações materializadas que a mente humana está sempre inclinada a formar.

O Bnei Baruch fornece não somente estas introduções mas também aulas grátis sobre as mesmas, assim como artigos mais curtos que descrevem conceitos do Zohar e como preparar-se para o encontro com estes conceitos.

Descobir o Zohar significa descobrir o nosso mundo interior e nosso potencial ilimitado. Bnei Baruch deseja a todos êxito no seu avanço espiritual.



2) Por que o estudo do Zohar esteve oculto por tanto tempo?

O Zohar foi mantido oculto por 900 anos, entre o século II e o século XI da nossa era, devido a que os que possuíam sua sabedoria compreendiam que naqueles tempos as pessoas não a necessitavam e por isso interpretariam incorretamente o seu conteúdo. No século XVI apareceu um Cabalista que explicou os fundamentos da Cabala. Este Cabalista foi o Santo Ari, o Rabino Isaac Luria (1534 – 1572). O Ari afirmava que deste momento em diante a sabedoria da Cabala estava preparada para ser revelada para todo o mundo.


Os comentários sobre os trabalhos de Ari e do Zohar apareceram apenas no século XX, no século onde se vê mais nìtidamente a explosão da história dos desejos humanos. Durante este período apareceu uma alma única, a do Rabino Yehuda Ashlag (Baal HaSulam). Baal HaSulam, Cabalista do século XX, escreveu comentários sobre o Zohar e os trabalhos do Ari.

Isto não significa que não houve grandes Cabalistas antes dele, simplesmente os trabalhos deles não são fácilmente compreendidos pelos estudantes contemporâneos. A popularidade atual e a grande demanda pela Cabala confirmam o desejo da nossa geração em absorver sua mensagem universal e compreender os textos autênticos que falam sobre a raíz de nossas vidas e como alcançá-la.

3) Quem escreveu o Zohar e quando?

De acordo com todos os Cabalistas e de acordo com o início do livro, o Zohar foi escrito pelo Rabino Shimón Bar Yochai(Rashbi), que viveu nos séculos II e III da nossa era. Existem algumas opiniões nos círculos acadêmicos que afirmam que o Zohar foi escrito no século XI pelo cabalista Rabino Moises de Léon. Esta opinião foi negada pelo próprio Rabino Moises de Léon, que afirmou que o livro foi escrito pelo Rashbi.


Para o enfoque Cabalístico, é muito mais importante o que é o Zohar do que quem o escreveu. O propósito do Zohar é ser um guia para as pessoas alcançarem a origem das suas almas.

Este caminho até a origem da alma de cada um consiste em 125 etapas. Rabino Yehuda Ashlag escreve que um Cabalista que passa por todas estas etapas e que compartilhe a mesma percepção espiritual que o autor do livro, vê claramente que o autor não poderia ser outro a não ser o Rashbi.


4) Para quem é o Zohar?

Quando perguntaram ao Rav Kook- o grande Cabalista do século 20 e o mais importante Rabino de Israel – quem poderia estudar Cabala, sua resposta foi inequívoca: "Qualquer um que queira". Nos últimos cem anos, todos os Cabalistas, sem exceção, e em muitas ocasiões, deixaram claro que hoje a Cabala está disponível para todos. Disseram também que ela é a ferramenta necessária para resolver a crise global que previam viria a acontecer e que hoje estamos enfrentando.


De acordo com todos os Cabalistas, os dias em que a Cabala era um segredo acabaram. A sabedoria da Cabala manteve-se oculta no passado porque os Cabalistas temiam que ela fosse mal aplicada e mal entendida. E realmente o pouco que escapou gerou muitos mal-entendidos. Porque os Cabalistas dizem que a nossa geração está pronta para entender o realsignificado da Cabala, e para acabar com os mal-entendidos, esta ciência está agora sendo revelada para todos que desejam aprender.


5) O que é o Zohar?

O Zohar é uma coleção de comentários sobre a Torah, com o propósito de guiar aquelas pessoas que já alcançaram níveis espirituais elevados desde a raíz (ou origem) de suas respectivas almas.

O Zohar compreende todos os estados espírituais que experimentam as pessoas à medida que suas respectivas almas evoluem. No final do processo, as almas alcançam aquilo que os Cabalistas chamam de “o final da correção”, o mais alto nível espiritual.

Para aqueles que não alcançaram nenhum nível espiritual, o Zohar pode parecer apenas uma compilação de alegorias e lendas que podem ser interpretadas e percebidas distintamente por cada individuo. Mas para aqueles que já alcançaram níveis espírituais, ou seja Cabalistas, o Zohar é um guia prático para levar a cabo as ações internas com o propósito de descobrir estados de percepção e de sensação mais profundos e elevados.

Mude a Si Mesmo e Estará Mudando o Mundo

O nosso papel é entender que há uma e apenas uma natureza global, e nós somos os únicos que precisamos conectá-la através da integração mútua, através de nossas intenções. 

Portanto, o conceito de “Não há outro além dele” é derivado da unidade da natureza; não há nada além do sistema que inclui tudo dentro dele.
E ele nos parece como separado porque também estamos separados e, portanto, não vemos o mundo como ele é, mas o vemos de acordo com a condição em que cada pessoa o sente apenas individualmente dentro de si. A razão pela qual o mundo nos parece como separado, distante, pode ser encontrada na falta de conexões mútuas; isso é descoberto cada vez mais a cada dia que passa, devido ao fato de que nosso ego está crescendo constantemente. Além disso, sua aceleração está crescendo exponencialmente. Nós vemos como todos os anos, a cada mês, a cada semana, e mesmo todos os dias, como tudo no mundo está mudando muito rapidamente. E essa mudança está acontecendo especificamente porque as mesmas mudanças estão acontecendo em nós. O mundo é sentido apenas individualmente. Portanto, o método pelo qual o mundo é sentido corretamente deriva disso. Se mudarmos nossas características, vamos mudar a forma como o mundo é sentido.
Atualmente, já foi feito muito trabalho sobre este assunto por filósofos, psicólogos e físicos. Os cientistas estão começando a se aproximar da consciência de que o mundo depende de nossos sentimentos subjetivos, embora eles sejam todos iguais. Enquanto todo mundo sente o mundo de forma diferente, todos eles o sentem da mesma maneira através de nossas características egoístas. Se nós as corrigíssemos de modo que as características se tornassem opostas, certamente iríamos sentir o mundo de forma diferente: como ligado de forma integral e mútua. Daqui deriva uma das premissas do nosso método: “Não pense em como corrigir o mundo…”. Com estas palavras, queremos dizer a humanidade. Nós não corrigimos o mundo, mas sim a nós mesmos. Portanto, nós começamos a sentir não só o mundo, mas também a nós mesmos dentro dele, completamente diferente. Em última análise, o nosso movimento a partir do estado atual, chamado de “nosso mundo”, para o estado futuro, chamado “mundo do infinito”, é em sua totalidade uma correção interna de como sentimos o mundo, e não mais do que isso.



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